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Síndrome da Impostora

Atualizado: 23 de mai. de 2023


COMEÇANDO DO COMEÇO


O ano de 2010 foi extremamente produtivo e destruidor para mim, tomei coragem para romper com um relacionamento que só para mim era "perfeito" mas, que para todos que me cercavam era cruel e abusivo, hoje consigo enxergar isso de forma clara, mas será tema para um outro texto ok? Hoje quero compartilhar com você um auto diagnóstico...


Me formei em 2007 na faculdade de psicologia e desde então nunca deixei de trabalhar na minha área,. No início de 2010 eu desenvolvia o Projeto Comportamento Seguro em plataformas de petróleo e sentia que a vida era perfeita, até que me separei e a vida começou a ruir como areia movediça na minha frente.


Mudei de terapeuta e aos poucos comecei a ressignificar a dor e a minha vida profissional, porém, as palavras de assédio moral ecoavam em mim de forma que me aprisionavam e me incapacitavam de manter a agenda cheia e os projetos. Por fim disse ao meu terapeuta na época que me sentia uma farsa, como se eu estivesse vivendo uma mentira e as pessoas estivessem comprando algo que eu realmente não era.


Naquela época não conhecia essa nomenclatura tão compartilhada hoje em dia, SÍNDROME DA IMPOSTORA, mas percebo que é uma dor coletiva e facilmente identificável entre nós mulheres.


E AFINAL DE CONTAS O QUE É A SÍNDROME DA IMPOSTORA?


“A síndrome da impostora é caracterizada por pessoas que têm tendência à autossabotagem. Então, o indivíduo constrói, dentro da cabeça dele, uma percepção de si mesmo de incompetência ou insuficiência. Naturalmente, todo o cérebro humano possui essa pré-disposição a colocar essa sensação de incapacidade e demérito. E, dependendo do modelo mental e da forma como cada um pensa, isso pode aumentar ou diminuir essa crença, o que também pode ser reforçado pelo meio em que a pessoa se encontra” Keli Rodrigues. Neuropsicóloga do Grupo MED MAIS


A síndrome da impostora envolve uma gama de sentimentos vindos de baixa autoestima e insegurança. É uma crença dentro da pessoa de que ela não é boa o suficiente. Por mais que ela consiga vários resultados positivos, ela não consegue se perceber dentro disso. Acha que suas conquistas são fruto de sorte ou qualquer outro fator, porém, o mérito não vai para a ela. É uma síndrome ligada à capacidades e habilidades e o não merecimento.


COMO SABER SE EU TENHO ESSA SÍNDROME?


Pessoas que sofrem síndrome do impostor geralmente apresentam 3 ou mais dos seguintes comportamentos:

  1. Necessidade de se esforçar demais. Tudo o que você faz tem que ser melhor e mais elaborado, nunca é o suficiente.

  2. Autossabotagem. Você sempre faz tudo certinho pra fazer errado.

  3. Adiar tarefas. Procrastina para não ter a frustração de falhar ou realizar com sucesso.

  4. Medo de se expor. Prefere fazer pelo outro para que você se mantenha em segundo plano.

  5. Comparação com os outros. Você usa a comparação para se manter inferior.

  6. Querer agradar a todos. Se tornando subserviente para não "perder" o suposto lugar de amor.

  7. Sentimento de não pertencimento.

  8. Sentimento de não merecimento.

  9. Sentimento de inadequação.

  10. Auto depreciação em discursos ou pensamentos.

  11. Não acreditar em elogios.

  12. Autocrítica excessiva.


COMO VENCER A SÍNDROME DA IMPOSTORA?


Existem algumas atitudes que as pessoas mais perfeccionistas também podem tomar para ajudar a acabar com essa sensação de que é uma fraude, incapaz e incompetente.

  1. Aceite elogios.

  2. Admita os seus pontos fortes.

  3. Divida o seu conhecimento com o próximo.

  4. Tire um tempo para você.

  5. Não faça comparações.

  6. Verificar se os pensamentos realmente fazem sentido.

  7. Avaliar o próprio trabalho com um olhar técnico e externo.

  8. Fazer uma pesquisa de satisfação com seus clientes ou pedir feedback para pessoas que tenham contato com seu trabalho.



Se fez sentido pra você comenta e compartilha comigo sua percepção e lembra de compartilhar com aquela amiga que precisa de ajuda.

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